Tanto vezes me lembro de ti, contento-me a relembrar sem tristeza nem rancor ou qualquer sentimento em particular , tendo apenas a certeza que que algum tempo passou, e eu continuo assim. Raras são as vezes que nos falamos, depois de tudo não há mesmo o que dizer. Ou há?! Lamento nem eu própria saber responder as minhas perguntas.
No final de contas, acredito que restem sempre palavras que esperam ser ditas, mas guarda-las para nós é o melhor destino para elas. Amarramo-las la num canto, no fundo do nosso coração.
Mas talvez sejam todas essas coisas que não foram ditas, que nos mantenham "unidos" por palavras raras e soltas, de vez em quando, que surgem de conversas sem sentido.
Nunca me quis tornar uma pessoa pesada, frustrada, amarga. Então insistia constantemente em errar, escorregar, como se de uma desculpa se tratasse para me tornar numa pessoa que nunca fui.
E cada vez que me deixavas eu insistia uma e outra vez neste método, como se a felicidade residisse nele.
E agora neste dia, ao frio de Dezembro, entristeci com estas verdades que acabei por escrever porque as mentiras, essas não entristecem, são feitas com o comprimento e largura adequados para que encaixemos nelas, são á nossa medida sem precisar de ajustes.

o gorro não é meu mas a rapariga que me emprestou comprou-o (se não me engano) num encontro anual cá em Portugal de pessoas que gostam de Manga e isso...não sei bem explicar xD
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